
No folclore, licantropia é a capacidade ou maldição caída sobre um homem que se transforma em lobo (lobisomem). Em psiquiatria, é um distúrbio aonde o indivíduo pensa ser ou ter sido transformado em qualquer animal. O termo provém do grego lykánthropos (λυκάνθρωπος): λύκος, lýkos ("lobo") + άνθρωπος, ánthrōpos ("homem").
Licantropia folclórica
Licaão
Licaão ou Licaonte (do grego Λυκάων) na mitologia grega era filho de Pelasgo, primeiro rei mítico da Arcádia. Ousou oferecer carne humana a Zeus, que o transformou em lobo como punição ao seu ato de impiedade. Seu nome desde então passa a estar ligado à licantropia.
Damarco
Damarco (~400 a.C.), o Dinita, foi um herói olímpico da Grécia Antiga proveniente da Parrásia (Arcádia). Relatos lendários dizem que este pugilista assumiu a forma de um lobo após um sacrifício a Júpiter Liceu (epíteto de Zeus nas festas arcádias), voltando à condição humana nove anos após o fato, constituindo-se desta forma numa das mais antigas referências de licantropia.
Licantropia clínica
No distúrbio psiquiátrico da licantropia, acredita-se que exista um transtorno do senso de identidade própria segundo a definição de Scharfetter. É encontrado principalmente em distúrbios afetivos e esquizofrenia, mas pode ser encontrado em outras psicopatias. Psicodinamicamente, pode ser interpretado como uma tentativa de exprimir emoções suprimidas, especialmente de ordem agressiva ou sexual, através da figura do animal, que pode ser muito variado (lobo, cachorro, sapo, abelha, etc.). A psicoterapia e/ou o uso de medicação neuroléptica podem ser efetivos.
Porfiria
Além do distúrbio psiquiátrico, a porfiria, especialmente a porfiria cutânea tarda é uma doença hereditária que pode levar a desfigurações e distúrbios mentais em casos raros e excepcionais que podem lembrar os lobisomens.
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